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História

Breve história da ortografia da língua portuguesa e os porquês da Nova Ortografia

O chamado “português do Brasil” é obviamente oriundo de Portugal, mas, por várias razões, originou quase que uma língua distinta. No Brasil, o idioma sofreu influência dos dialetos indígenas e africanos, além de influências regionais que variaram de acordo à composição da população de cada estado brasileiro e ao modo de colonização predominante em cada área.

Esses aspectos históricos interferiram no sotaque e vocabulário brasileiro, bastante diferentes do português, mas o que acordo estabelecido pela nova ortografia visa amenizar refere-se a um outro fato histórico que serviu ainda mais para aprofundar a diferença entre o chamado português de Portugal e aquele do Brasil.

Em 1911, Portugal realizou sua primeira grande reforma ortográfica, que depois se estendeu às então colônias portuguesas na África, mas não atingiu mais sua ex-colônia, o Brasil. Diante deste cenário, já em 1931 a Academia Brasileira de Letras teve a iniciativa de reunificar as duas raízes idiomáticas, mas o acordo com a Academia das Ciências de Lisboa não obteve sucesso. Novas tentativas foram realizadas em 1943 e em 1945, porém, sem êxito.

Em 1971 e em 1973, Brasil e Portugal, respectivamente, realizaram reformas internas que diminuíram bastante as diferenças entre as duas raízes. Ainda assim, novas tentativas de unificação foram feitas em 1975, e, mais tarde, em 1986. A novidade em 1986 foi que, além de Brasil e Portugal, participaram da nova tentativa de acordo as agora ex-colônias portuguesas de origem africana, totalizando sete os países envolvidos. Porém, mais uma vez o acordo não obteve sucesso.

As principais razões para o fracasso dos acordos foram as tentativas de unificar as duas raízes ortográficas quase que 100%, medida que sempre acabava por desagradar um dos lados e também a opinião pública dos países envolvidos. O acordo colocado em prática em 2009 e que data na verdade 1990, reconhece a impossibilidade de uma unificação total, procurando diminuir ao máximo as diferenças ortográficas, mas sem interferir na pronúncia, daí a razoável lista de palavras cuja dupla grafia continua sendo tolerada. O novo acordo acarreta mudanças na grafia de cerca de 0,5% do vocabulário de raiz brasileira e 4% daquele de raiz europeia.

O motivo de tanto esforço para promover a unificação visa amenizar as atuais dificuldades impostas ao intercâmbio cultural entre os países. A existência de duas raízes idiomáticas tão distintas representa empecilhos à difusão de bibliografia e de novas tecnologias entre os países, além de criar barreiras burocráticas e à comunicação interpessoal entre os membros das comunidades distintas que falam o português.

  • creusa

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